Em um mundo onde cada criança construía seu próprio "Castelo da Vida", vivia uma menina de dez anos chamada Vitória. Seu castelo era feito de sonhos, pensamentos e sentimentos, e sua cachorrinha, Lucy, estava sempre ao seu lado, abanando o rabo a cada novo tijolo de ideia.
Cada escolha que Vitória fazia, cada sentimento que ela sentia, era um tijolo, uma janela ou uma torre em seu castelo. Ela pensava cuidadosamente sobre as cores e as formas, sabendo que estava construindo a si mesma, sua existência, pedacinho por pedacinho.
Vitória não estava sozinha. No Grande Terreno da Vida, outros construtores, como sua amiga Sofia, também erguiam seus castelos. Elas trocavam ideias e ferramentas, e às vezes, até ajudavam umas às outras com um sorriso, em uma verdadeira práxis social.
Seu castelo era a "totalização" de tudo o que ela era e queria ser. Cada torre, cada jardim, cada porta secreta era um reflexo de sua jornada, de suas alegrias e até de seus pequenos desafios. Era a história dela, contada em pedra e cor.
Um dia, o Sr. Cinzento, um vizinho que só construía muros altos e sem graça, pediu a Vitória para ajudá-lo a pintar uma cerca monótona. Era uma tarefa que não tinha nada a ver com seus sonhos e ela sentiu uma pontinha de "alienação", como se estivesse se perdendo.
Vitória sentiu a "negação" de seu próprio desejo de construir. Ela não queria pintar aquela cerca, mas se sentia obrigada. Seus pensamentos e sentimentos estavam em desacordo com a tarefa. Lucy, percebendo sua tristeza, tentou animá-la com lambidas carinhosas.
Mas então, a "intencionalidade" de Vitória surgiu. Ela se lembrou que seu tempo e energia eram preciosos para seu próprio castelo. Ela fechou os olhos e viu as torres coloridas e os jardins flutuantes que ainda esperavam por ela.
Com um sorriso gentil, Vitória explicou ao Sr. Cinzento que precisava focar em seu próprio projeto. Sua "dimensão social" a ajudou a se comunicar e a afirmar sua vontade, mesmo que ele ficasse um pouco surpreso. Ela se sentiu mais forte e verdadeira consigo mesma.
De volta ao seu castelo, Vitória sentiu uma energia renovada. Usando seus sentimentos e escolhas, ela adicionou um jardim secreto, cheio de flores que brilhavam no escuro, um lugar só dela.
O castelo de Vitória nunca estava totalmente pronto, pois ela estava sempre crescendo e mudando. Mas cada adição era um pedaço de seu coração, um testemunho de sua autenticidade e de sua coragem para ser ela mesma, interagindo com o mundo e construindo seu próprio lugar nele.
Castelo dos Sonhos da Vitória- Acesse o livro aqui.
*Conto de fadas elaborado em parceria com o Gemini e inspirados nos livros: Estudos de Psicanálise Existencial Vol.1. Fernando G. de Castro e Irene F. Ehrlich, além das aventuras da minha filha Vitória e da sua cachorrinha Lucy.

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