Passado: como entender essa dimensão?


Como o passado se relaciona com minhas vivências atuais?


Na psicoterapia existencialista, precisamos incluir as dimensões do presente, passado e futuro na vivência das pessoas e na compreensão das pessoas sobre suas vidas. 

De forma alguma é possível destacar qualquer uma dessas dimensões separadamente, em outras palavras, falar em "viva o presente" como se não houvesse passado e nem futuro. Algo que para jovens e adolescentes pode ser entendido sem implicações ou responsabilidades, sendo em muito casos danosos pelas graves consequências relacionadas a atitudes impulsivas e impensadas. A reflexão e mediação são muito importante em todas as fases da vida de uma pessoa em constituição, na juventude é fundamental. 

Na Psicoterapia trabalhada aqui, a responsabilidade é um fundamento prioritário, e sim, o passado está presente bem como o futuro na nossa vida de relações. 

Especificando mais exatamente a dimensão do passado, destacamos que quando você precisa se haver com essa dimensão, ou com fatos no passado, não se trata de ressignificar esses no trabalho terapêutico, no sentido de olhar para algum fato deste passado e dar uma outra racionalidade ou compreensão sobre ele ou até pensar diferente no plano das ideias. Mas se refere a se lançar para o seu futuro e, ao se lançar para o futuro, nesse movimento vivo para seu projeto esse passado adquire um outro valor.

Em outras palavras, essa compreensão é vital para o processo psicoterapêutico, pois se trata de você se lançar para o seu futuro e ao se lançar para o futuro, esse movimento vivo faz que o passado adquire um outro determinado valor. É esse escolher-se para o futuro que volta para iluminar o passado e o valorizar. 

Não se trata, desde modo, de ficar remoendo o passado e tentando dar uma nova significação ou elaboração para ele, mas lançar-se para o futuro pois nesse movimento vivo se produzirá uma nova significação. 

Como isso pode mudar seu cotidiano? Você busca solucionar questões no passado remexendo vivências? Saiba que isso não é incomum. 

Saiba que a melhor prática é uma boa teoria. 


Referência:

Sartre, J. P. Liberdade e Facticidade. O Ser e o Nada.  


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