"Viver é resolver problemas!": e seria assim mesmo?

Viver é resolver problemas? Seria assim mesmo? Quais são os caminhos e as prioridades dentre tantos a serem resolvidos? Por onde começo? E quando a lista é interminável e quando os problemas além de serem diversos, eles se sobrepõem?


Depois de ter escutado a frase "A vida é resolver problemas" pela quinta vez em uma semana, resolvi meditar e escrever meus pensamentos. Em geral, concordo, sem dúvida, pois nessa vida precisamos mesmo resolver problemas, mesmo porque eles podem se acumular e, em decorrência disso, tudo piorar. Ou seja, se não os enfrentarmos de algum modo, podemos ficar ainda mais mergulhados neles e sem qualquer possibilidade de encontrar uma saída do labirinto.

Então, a minha primeira consideração é favorável a afirmativa, compreendo que sim precisamos resolver os problemas, mesmo porque a vida é complexa e nos demanda coisas o tempo todo desde o nosso nascimento. É impossível viver sem conviver com as diversas dimensões presentes em nossos contextos e territórios e fazer vale o nosso espaço único e exclusivo. Por exemplo, a criança, desde a sua tenra idade, tem que em algum momento aprender a lidar com a falta da mãe, porque a mãe tem que lidar com a casa, administrar a casa, a produção do alimento, além do trabalho remunerado necessário para sustentar a família. A criança já cresce em uma atmosfera dada, de coisas a serem feitas e resolvidas. Ela, então, precisa se haver como os problemas de aprender a se alimentar, de engatinhar para buscar o brinquedo, andar e todos os diversos marcos do desenvolvimento infantil. Ufa, é muita coisas a realizar!

Por outro lado, a minha reflexão vai para além da frase: se por um lado, a vida é resolver problema, entendo que se ficarmos focados na lista interminável e apenas nessas questões, podemos perder muito do sensível da vida e das oportunidades de usufruir os espaços e riquezas de ser. As tarefas e atividades são muitas, e ainda mais as necessidades, mas ficarmos ao redor delas pode gera um custo emocional, resultando em perda de gosto e do sabor de diversas outras coisas simples, cotidianas e presentes na vida humana.

Assim, em relação aos problemas, sempre presentes, penso que ir devagar já seria um bom caminho. Desenvolver listas de atividades, organizar horários, agendas, conversar com pessoas, procurar e pesquisar estratégias podem ajudá-la a avançar nas atividades e questões a serem resolvidas. Com um foco não apenas no problemas, mas sim nas estratégias de solução pode avançar e viabilizar a construção de melhores soluções. Pois o foco no problema pode levar e aprofundar a desesperança. Lembrando que sim, na vida sempre haverão problemas, porque eles fazem parte da própria constituição da vida. Mas buscar ajuda (profissional quando preciso) e pensar estratégias de solução cabe a cada um de nós.

Assim, vamos focar na solução?


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